Graduados nas FAMATh

Veja o que alguns ex-alunos das FAMATh tem a dizer.

Em março de 2006 me formei em Bióloga pela FAMATh. Éramos 9 alunos de uma turma de 35. Procurei a FAMATh por causa de uma Exposição da Vida Marinha no Terminal Rodoviário em Niterói. Ainda me lembro do 1º dia em que visitei a Faculdade: "fui até o laboratório, onde estava uma bagunça por conta da mudança e lá encontrei alguns "bichos grilos" que me explicaram como funcionava o Bacharelado em Biologia Marinha, as saídas de campo em Guapiaçu, as aulas práticas de anatomia etc..

Dirige-me à secretaria para inscrição do vestibular pensando se era o curso que queria. Então, optei não só pelo Bacharelado em Biomar, mas também pela Licenciatura em Ciências Biológicas.

Hoje, vejo que foi a melhor escolha, pois só consegui emprego por causa da Licenciatura. Não que a Biologia Marinha não tenha campo, mas é mais restrito e, sem falar que resido em um município que não tem mar.

A partir daí, me integrei à família FAMATh. Posso dizer que foram os melhores dias da minha vida, pois lá conheci pessoas maravilhosas! Aproveitei intensamente cada período, mesmo estudando no período da manhã, estagiando à tarde no Vital Brazil e trabalhando à noite no laboratório da FAMATh. Na verdade, era uma bolsa-trabalho, pois não tinha grana para a mensalidade e terminar a faculdade era questão de honra! Isso sem falar que morava em Rio Bonito, uma cidade que fica a 70 Km de Niterói, casada e mãe do Thiago.

Em 2003, fui "Amigo da Escola" em um colégio estadual, próxima a minha casa. Realizei várias atividades na área ambiental com ajuda da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Rio Bonito. Neste ano também fiz estágio no Laboratório de Análises Clínicas Rocha e Ferreira.

Em 2004 passei a fazer parte da equipe da Alfabetização Solidária, coordenada pela professora-mãe Anésia. Era uma festa entre relatórios, freqüências, reservas de passagens aéreas, fotos, receitas caseiras, sucos de abacaxi, relatos, tudo isso em uma pequena sala da faculdade.

Hoje, sinto saudades das viagens pelo Nordeste, das pessoas que conheci, mas principalmente das companheiras solidárias: Anésia, Vivian, Carol Mota, Ana Carol, Paula, Amanda, Maria Thereza, Val, entre outras. Além do crescimento pessoal e profissional que a Solidária proporcionou, respeito pela vida do próximo foi o que mais me marcou.

Participei com a mesma equipe como colaboradora de dois artigos: um foi publicado no site educacional CEREJA e outro pela FAMATh e até participamos da exposição de painéis em Congresso em São Paulo.

Há um ano, trabalho na Secretaria de Meio Ambiente de Rio Bonito como assessora e faço parte do NEA (Núcleo de Educação Ambiental), realizando várias atividades em educação ambiental com as escolas do município, além de coordenar um projeto de reciclagem da fibra da bananeira - Projeto Recifibra. Sou integrante do CONAPA (Conselho da APA do Rio São João) e da CTEA Câmara Técnica de Educação Ambiental do Consórcio Lagos São João. Também realizo atividades ambientais através do Projeto CAM (Comunidades em Ação) na comunidade de Lavras (Rio Bonito).

Aguardo o chamado da Secretaria Estadual de Educação para lecionar Ciências de 5ª a 8ª série, pois fui classificada no concurso de 2004.

Pretendo fazer outros concursos em minha área. Ainda não fiz uma pós-graduação, mas penso em fazer na área ambiental. Estou feliz com a profissão que escolhi, embora pouco reconhecida. Mas tenho certeza que em pouco tempo será uma das profissões mais requisitadas, infelizmente por causa dos problemas ambientais do nosso Planeta!

Françoise Silva Araújo

Graduada em Ciências Biológicas e Biologia Marinha nas FAMATh

Recebido pela CPA FAMATh em 10/04/2007


Sinto-me honrada por ter sido convidada para dar meu depoimento. E desde já agradeço a oportunidade.

Quero começar dizendo que foi desconsiderando os julgamentos hostis de pessoas com visão distorcida, ou experiências negativas, com os cursos de graduação oferecidos por outras faculdades particulares, que hoje posso afirmar que minha experiência na FAMATh foi muito boa.

No processo de minha formação, graduação em Psicologia, fui surpreendida com um ambiente muito proveitoso, enriquecedor. A maioria dos professores, com visão ampliada sobre o processo ensino-aprendizagem, enriqueciam suas aulas com discussões produtivas, oferecendo, assim, uma formação a partir da qual o então aluno, e futuro profissional, pudesse se posicionar criticamente diante do mundo e do mercado de trabalho. Além da vantagem de poder concluir o curso no templo planejado, já que estava livre das greves comuns nas universidades públicas.

Foi muito importante para mim a oportunidade que tive de participar do PIBIC da FAMATh, junto ao orientador Ms.Sávio Valviesse, no desenvolvimento de uma pesquisa. A partir desse momento descobri um potencial para pesquisa, o que é fundamental para quem deseja seguir uma carreira acadêmica. E, com essa iniciação em pesquisa, procurei por uma orientação durante a monografia que também explorasse esse potencial. Ainda mais precioso, foi ter encontrado duas professoras que tinham exatamente o perfil que procurava. Eram elas: Prof. Ms. Karla Soares e Prof. Dr. Ligia Claudia Gomes de Souza. Tive que escolher, e escolhi a que oficialmente estava inscrita como orientadora de monografia: Prof. Dr. Ligia Claudia Gomes de Souza, e com sua orientação desenvolvi um trabalho que incluía a pesquisa de campo. E o maior valor desse trabalho não foi o fato de ser um meio de avaliação para que eu pudesse terminar o curso, mas foi poder aproveita-lo, com o incentivo de minha orientadora, para apresentações em eventos e publicações. Esse aprendizado tem norteado meu caminho depois da graduação.

Conclui o curso de Psicologia em julho de 2007, e depois de colar grau imaginei que teria tempo para algumas férias. Enganei-me, pois as oportunidades foram surgindo e não poderia dispensar. A primeira foi de cursar (e ainda cursando) a pós-graduação (especialização) em Psicologia Hospitalar e da Saúde, na própria FAMATh. Logo em seguida, surgiu a oportunidade de me inscrever para concorrer uma vaga no Mestrado do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFRJ; sendo aprovada na primeira fase (entrega do projeto) e na segunda fase (prova de conteúdo e língua estrangeira), faltando apenas, exatamente neste momento, passar pela última fase (prova oral).

Uma outra oportunidade interessante foi o convite que recebi para ministrar algumas disciplinas da escola APRIMORE – preparatório para concursos em Psicologia. Também tive a chance de apresentar e publicar meu trabalho de conclusão do curso em vários eventos da Psicologia, tal como o XIV Encontro Nacional da ABRAPSO (2007).

Enfim, tenho um longo, e acredito proveitoso, caminho pela frente, agradeço a Deus por isso. Com certeza, o tipo de alicerce construído durante a formação influencia muitíssimo na construção da vida profissional.

Raquel Moço de Oliveira

Graduada em Psicologia  nas FAMATh

09/11/2007


Aos Alunos, Professores, Funcionários e Diretores da FAMATh.

Desde criança, por gostar muito dos animais, principalmente bois e cavalos, quis ser veterinário. Por isso, ao terminar o Ensino Médio, prestei vestibular para Medicina Veterinária na UFF, em 1998, mas não passei.

Depois fui trabalhar numa empresa de cobranças e deixei os estudos de lado.

Por não poder pagar um curso particular de Veterinária, optei pelo curso de Biologia da FAMATh, onde cursei Licenciatura em Ciências Biológicas e Bacharelado em Biologia Marinha, no período de Janeiro de 2003 até Dezembro 2006.

Entrei na faculdade com a esperança de um dia trabalhar com Melhoramento Genético de Gado Leiteiro, mas logo no início percebi que aqui no RJ isso seria difícil, então, me contentei com minha segunda opção - ser Professor de Biologia.

Mas por sorte e/ou por ser um aluno dedicado, fui convidado, em Junho de 2004 (final do 3º período), através de uma ex-professora da FAMATh, para fazer parte de um grupo de pesquisa do Departamento de Biologia Celular e Molecular da UFF, onde estou até hoje. No início foi complicado, pois tinha dificuldade em compreender algumas técnicas e os artigos desta área, além de assistir as aulas no turno da noite. Mas o tempo foi passando e com a ajuda da minha orientadora, dos professores que sempre me incentivaram a continuar na área de pesquisa e do excelente acervo da biblioteca, conclui os dois cursos, enviei minha monografia (em forma de artigo) para ser publicada na revista Qualis A e fui aprovado na seleção do Mestrado em Neuroimunologia da UFF.

Hoje, se tivesse que escolher novamente o curso de Biologia da FAMATh não pensaria duas vezes em dizer sim! Pois aqui encontrei ótimos profissionais e as pessoas me conheciam pelo meu nome e não pelo meu número de matrícula.

Além disso, o meu conhecimento, respeito e amor pelos animais e pelos outros seres-vivos aumentaram e o sonho de ser veterinário foi completamente substituído pela Biologia - uma ciência que se apresenta a mim de uma forma cada vez mais apaixonante. Obrigado!

Diogo Gomes Garcia Graduado em Ciências Biológicas e Biologia Marinha nas FAMATh

(Jan/03 - Dez/06).


Quando penso quantas indecisões tive ao longo da vida em relação a formação profissional, digo: Como perdi tempo! Como prejudiquei minha trajetória e quantas oportunidades perdi por falta de uma graduação, mas como professora, o que tinha me bastava, pensava eu. Quanta ignorância, quanto me privei de  questionar, participar  em todas as questões que me cercavam.

Entrar para a faculdade de Pedagogia em 2001, foi uma decisão das mais acertadas e, sinceramente, na época o fiz por muita raiva e decisão, pois acabava de perder uma excelente oportunidade por falta da "tal graduação".

Bem, minha trajetória acadêmica foi enriquecedora, sobre todos os aspectos e, principalmente, que hoje me considero uma pessoa aberta a muitas questões que antes nem mesmo questionava, estava habituada a só "achar".

Tive professores tão marcantes e decisivos no meu processo de formação na faculdade, que digo: Santos sejam eles, que me proporcionaram momentos de reflexão, de viagem e de percepção.

Não concordo quando dizem que a graduação é apenas um canudo a mais, pois, se passamos pela formação acadêmica e não nos inquietamos, ou não nos revoltamos ou não nos conflitamos, não fizemos bom uso do nosso tempo e nem do tempo dispensado a nós.

Viver o momento acadêmico, para quem trabalha, tem família  e etc., é duro, mas como faz falta, digo que até nos causa um vício, que quando menos esperamos, está lá nos causando ansiedade.

Durante os estágios feitos pude evidenciar que minha graduação estava incompleta e que necessitaria de pós-graduação em orientação e supervisão para que realmente pudesse exercer coordenação e é o que pretendo fazer agora em   2008, ampliar meus horizontes, e me dar oportunidades.

Após a pós-graduação, pretendo seguir com mais uma graduação em filosofia, e essa, diga-se de passagem, vem do prazer enorme e da paixão pelas minhas aulas de filosofia na faculdade.

Preenchi algumas lacunas e vivenciei grandes viagens platônicas e socráticas. Lembro-me com saudosismo das grandes aulas de filosofia, e pasmem, nunca gostei da disciplina até conhecer aquele grande professor que nos fazia viajar pela história sem dizer das grandes discussões em Sociologia, Antropologia, Gestão, Didática, Prática de Ensino, Educação para jovens e adultos, as histórias em Epistemologia, nossa que saudade de todos!!!! Tudo que fizemos, com certeza teve um objetivo maior para cada um de nós.

Entendo hoje o que diziam os professores, sobre fazer a diferença, procurar dar o melhor de si. Com certeza para atuar na educação temos que procurar dar o melhor de nós, e darmos com amor e não obrigação. Tentar fazer o mesmo de forma diferente e tentar mudar o mesmo para melhor se adequar, dando a sua parcela de competência, criatividade e de participação, para tentarmos fazer um mundo melhor,  colocar uma sementinha, que algum dia vai brotar, em algum lugar. 

Posso dizer que a graduação foi o início de uma longa caminhada, pois ela me fortaleceu para acreditar que posso ir muito  além, e eu quero ir além! Quando me formei ano passado, disse ufa!! Terminei! Hoje digo: nossa ainda estou no começo!  Educar é não estar parado no tempo. É acompanhar as mudanças, não as de modismo, mas as que abrem as portas para um mundo novo, com novas fronteiras e expectativas melhores para a educação.

Crer que podemos com esforço e trabalho construir melhor os alicerces da educação é o que pretendo buscar nessa minha caminhada. Acredito hoje mais em mim do que acreditava e pretendo  acreditar amanhã na educação mais do que acredito hoje, com perspectivas de um mundo melhor, para novas gerações.

Um abraço afetuoso a todos que de forma direta ou indireta participaram da minha formação.

Elizabeth Benvenuto Ferraz Graduada em Pedagogia nas FAMATh


No ano de 2001 iniciei o curso de Psicologia nas FAMATh e logo nos primeiros períodos surgiu em mim um grande desejo de me envolver com a Faculdade, porque buscava ser mais que uma simples aluna.

Então, no terceiro período me inscrevi para participar de um Projeto de Pesquisa e para minha surpresa, fui selecionada para ser aluna bolsista.

A partir daí comecei a praticar o meu olhar de pesquisadora, os conhecimentos teóricos se cruzavam com o campo prático e assim, fui saindo da "Universidade" e me envolvendo com o mundo fora dela. Logo fui convidada a participar do Projeto Alfabetização Solidária, para capacitar alfabetizadores, ou seja, multiplicadores do conhecimento pelo Nordeste, e fazer o acompanhamento do trabalho desenvolvido por eles. Esse projeto me possibilitou conhecer outros cotidianos, outras culturas. Cada vez que eu voltava de uma viagem, trazia mais uma experiência na minha bagagem profissional, o que com certeza fez toda a diferença na minha vida pessoal e profissional.

Paralelo às atividades na faculdade fui conquistando o meu espaço, posso dizer que vivenciei todas as possibilidades de atuação que gostaria. Foram clínicas, escolas, empresas, delegacia, projetos e em cada lugar fui exercitando a prática da Psicologia, "ocupar-se de seres humanos como se não o fossem..." (In: Bleger)

Com um sentimento de que realmente fiz da instituição "universidade" um lugar de formação. Formei-me em julho de 2007.

Hoje, sou responsável pela Atratividade & Seleção da região Niterói e São Gonçalo de uma empresa do ramo do varejo, que ocupa um dos primeiros lugares do ranking de supermercados, com aproximadamente 70.000 colaboradores em todo o Brasil.

Carolina Mota

Graduada em Psicologia nas FAMATh

Dezembro 2007


Fiz a graduação pela FAMATh, onde obtive o Bacharelado em Biologia Marinha e a Licenciatura em Ciências Biológicas. Nesta casa passei por várias experiências que contribuíram muito para meu aprendizado. Dentre elas fui monitora das disciplinas genética, genética medica, citologia e parasitologia.

Participei da equipe da Alfabetização Solidária, coordenada pela professora-mãe Anésia, momentos inesquecíveis! Hoje, tenho saudades das viagens pelo Nordeste, das pessoas que conheci, mas principalmente das companheiras solidárias. Era uma festa entre relatórios, freqüências, reservas de passagens aéreas, fotos, receitas caseiras, sucos de abacaxi, relatos, tudo isso em uma pequena sala da faculdade: Anésia, Vivan, Carol Mota, Ana Carol, Paula, Amanda, Maria Thereza, Val, entre outras. Além do crescimento pessoal e profissional que a Solidária proporcionou, respeito pela vida do próximo foi o que mais me marcou.

Participei com a mesma equipe como colaboradora de dois artigos: um foi publicado no site educacional CEREJA e outro pela FAMATh e até participamos da exposição de painéis no Congresso em São Paulo.

Nesta mesma época consegui um estágio com a Professora Luciene, no Laboratório de Animais Transgenicos, na UFRJ, onde comecei a aprender as técnicas de Biologia Molecular. Que hoje utilizo no projeto de mestrado.

Terminada a graduação fiz a seleção para o Mestrado no Instituto de Biofísica CCS - UFRJ e passei em 3º lugar. Atualmente estou nos meus últimos 6 meses para a defesa. Logo que terminar esta etapa, tentarei a seleção para o Doutorado na mesma Instituição. E brevemente penso em me dedicar à licenciatura em Universidades.

Vivian Miranda

Graduada em Ciências Biológicas e Biologia Marinha nas FAMATh

Agosto 2007


Me chamo Heveline Heloisa Lopes Virgilio. Fui aluna das Faculdades Integradas Maria Thereza por 4 anos e 6 meses, no curso de Pedagogia.

Refiz uma disciplina, devido a um problema sofrido no 4º período. Daí então, precisei fazer algumas matérias em outra turma. Turma essa que começou a fazer parte da minha vida de universitária. Elas tinham muito mais a ver comigo, do que a minha verdadeira turma, nos tornamos grandes amigas e mantemos contato até hoje.

O tempo foi passando, vieram os estágios, a monografia e a formatura. Os estágios,  pude fazê-los no próprio colégio onde trabalho até hoje.

Na minha monografia, defendi o tema: A Formação do Professor de 1ª a 4ª série do Ensino Fundamental, apresentada no auditório da FAMATh, no dia 12/07/05, sob a orientação da professora Carla Marina e parecer do professor Jucinato, este representado pela professora Anésia Gilio. Obtive nota 8.0, que para mim teve peso de 10.0.

A formatura realizou-se no dia 06/08/05, no próprio auditório da FAMATh.

Aproveito o momento para agradecer a todos desde o pessoal da cantina, da limpeza até a Direção Geral da faculdade. Agradeço muitíssimo a "queridinha" Coordenadora Helenice, por ter tido toda paciência comigo ao fazer o meu horário em todos os períodos até o final do curso.

Não deixar de agradecer a você professora Anésia, por tudo que fez por nós suas alunas do curso de Pedagogia, pela sua amizade  sempre nos falando uma palavra de conforto nos momentos de angústia e difíceis que tivemos no decorrer do curso. Por ter representado   tão  bem o professor Jucinato no dia da minha apresentação monográfica.

A todos vocês o meu muitíssimo obrigada!!!!!!!!!!

Hoje, já formada (graduada) em Pedagogia, continuo trabalhando no mesmo colégio onde fiz meus estágios, estudei durante minha vida toda e me formei professora.

Atualmente ocupo o cargo de Coordenadora Pedagógica do 1º ano ao 5º ano do Ensino Fundamental.

Está sendo uma experiência incrível, já que sempre atuei em sala de aula. Estou aproveitando muitas coisas que já sabia e outras que acabei descobrindo no tempo em que era aluna aí da FAMATh. Sempre tinha contato com pessoas que me passavam experiências vividas no dia-a-dia em suas escolas, e com algumas professoras também.

Sinto muitas saudades da faculdade, pretendo voltar para fazer uma Pós-Graduação em Educação Artística ou Psicopedagogia. Só estou esperando meu filho crescer um pouco para que eu possa me dedicar novamente aos estudos. Pois estão me fazendo muita falta. Aliás um Educador nunca pode abandonar os estudos, ele precisa estar sempre estudando. Na próxima semana assistirei uma palestra sobre gestão escolar, iremos minha diretora e eu.

Espero ter colaborado pelo menos um pouquinho com meu depoimento. Tentei fazer mais ou menos um resumo, porque teria ainda muito mais para dizer.

Heveline Heloisa Lopes Virgilio Graduada em Pedagogia nas FAMATh Niterói 07 de novembro de 2007.


Roda mundo, roda gigante, roda moinho, roda pião: e agora José?

O mundo é um moinho, como cantava o Cartola. A vida, ou melhor, roda viva, insiste em girar, rodar, deixando-nos em voltas com a flor e o espinho; com casas simples e baldias, que atravessam nossos caminhos. Aliás, quantas pedras, buracos e perdas nestas estradas por onde passamos atrás de nossos sonhos, ou, talvez, tentando simplesmente sobreviver num mundo desromantizado e cada dia mais sombrio e desbotado. Contudo, pra citar o Fernando, "tudo vale a pena se alma não é pequena". Grandes foram às intensidades dos encontros vividos durante a época da graduação em psicologia que reverberam potentes até hoje, produzindo seus efeitos, deixando suas marcas, nesta escrita e, sobretudo, em minha vida.

Sempre gostei de inventar historias, de criar versos, de tocar acordes. Entrei para a faculdade de psicologia ansioso para experimentar o desafio de fazer um curso superior. Na época, com dezessete anos, eu senti um misto de alegria e desconfiança: feliz pelas aulas que tinha e pela possibilidade de trilhar o meu sonho e, ao mesmo tempo, estava desconfiado comigo mesmo; me perguntava se seria capaz de acompanhar o ritmo "puxado" do curso, pois eu sempre estudei em escolas publicas, atravessei muitas greves, e isso era um mistério para mim. Compartilhava com meus amigos de turma de ensino médio o receio de se formar e depois ter que enfrentar o mercado de trabalho. Da minha turma do Elisiário Matta – escola onde fiz o ensino médio – poucos foram aqueles que, como eu, tiveram a oportunidade de entrarem para um curso superior. Diante de tantas expectativas, receios, inseguranças, decidi que a melhor arma que eu poderia usar eram os estudos. Então, estudei e percebi que nada me impedia de conquistar um lugar ao sol.

Durante o período da graduação me apliquei aos estudos, mas desde o começo nunca me senti satisfeito com o que os professores indicavam nas aulas, não que os mesmos fossem ruins, mas eu tinha, como dizia o Paulo Freire, uma curiosidade epistemológica pulsando em meu peito. Enquanto esperava o ônibus universitário que me levaria de volta para Maricá, eu caminhava pelos corredores da biblioteca da FAMATh atrás de mais livros pra ler e temas pra explorar. Com o tempo, caminhei pelas bibliotecas da UFF e da UFRJ. Nas minhas andanças, me deparei com autores como: Rubem Alvez, Cervantes, Boaventura de Souza Santos, Milton santos, Gilles Deleuze, Félix Guattari, entre outros autores.

O caminho de casa até a faculdade era uma aventura a parte: acordava cedo, cinco horas da manhã, pegava o ônibus universitário da prefeitura e chegava à FAMATh as seis e meia. Como as aulas começavam às oito horas, eu ficava sentado na cantina estudando. Assim, fui fazendo amizade com os funcionários da faculdade que chegavam cedo para começar o seu turno e davam de frente comigo. Alguns perguntavam, curiosos, "o que tanto" eu estudava. Não lembro o que eu respondia, sei que "o que" eu estava estudando não era tão importante. O fundamental era que eu pudesse estudar e me aplicar a esta atividade, sabendo que a maioria de meus amigos de escola sequer isso podiam fazer.

Um autor que ganhou destaque em meus estudos e chamou a minha atenção de maneira especial foi Michel Foucault. Tive contato com a obra do autor no sétimo período da graduação numa disciplina chamada "comportamento e criminalidade". Na mesma fui apresentado a algumas dos principais teorias do autor. Instigado pelas pesquisas de Foucault, por conta própria, me aventurei a me aprofundar em seus livros. Na época não imaginava, mas estes estudos se tornariam fundamentais para a construção de meu trabalho de conclusão de curso, da minha entrada na especialização em psicologia jurídica e, também, no mestrado em psicologia.

Antes de terminar o último período da faculdade, fiz a prova para a especialização em psicologia jurídica na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e fui aprovado. Ao mesmo tempo, conclui a monografia sobre o tema: a funcionalidade do suposto fracasso da prisão e a fabricação da delinqüência. Pelo meu trabalho, recebi a indicação para a publicação da mesma e uma menção de louvor. Ademais, quase ao mesmo tempo apresentei, junto com um grupo de amigos, uma pesquisa sobre a formação do psicólogo e,para nossa sincera alegria, fomos premiados com uma menção de honra no XV Encontro da Associação Brasileira de Psicologia Social (ABRAPSO).

Em março de 2008 comecei as aulas na especialização na UERJ e em meados de junho passei no processo de seleção para o mestrado em psicologia na Universidade Federal Fluminense (UFF). Dando continuidade aos meus estudos da monografia na graduação, o tema de minha dissertação é: "Entre a violência da policia e o espetáculo da mídia: o analisador ‘chacina do PAN". Nesta, discuto como se dá hoje, na cidade do Rio de Janeiro, a produção de vidas descartáveis, por um lado, e de certos processos de subjetivação marcados pelo medo e pela insegurança, por outro.

Atualmente, além das atividades na especialização em psicologia jurídica na UERJ e no mestrado na UFF, eu participo, como colaborador, da Comissão de Direitos Humanos do Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro – CRP-05. A oportunidade de fazer parte da comissão surgiu de um convite que recebi logo após apresentar um trabalho num evento na UERJ.

O tempo passa sem dúvida / num movimento incessante /levando cada sentimento / cada palavra / em um breve instante. A roda viva não pára, mas apesar da saudade pelos amigos e amigas da graduação que trilharam por outros caminhos, sinto o prazer do trabalho cumprido e o gosto verdadeiro de continuar lutando e fazer de minhas intervenções na psicologia um instrumento de questionamentos e luta. Como diz Eduardo Galeano, a utopias existem pra continuamos a caminhar, a sonhar, a amar, enfim, a viver. De minha parte, continuo produzindo versos, tocando acordes, inventando histórias e seguindo em frente, pois a alma não é pequena e o caminho é longo.

José Rodrigues (Jr.)

Graduado em Psicologia nas FAMATh

Abril 2009